Imagine-se que uma nova era ia começar,
Em 2012.
Que o céu e a terra, monogâmicos por natureza, se uniam e abraçavam, beijavam, cheios de amor,
Em 2012.
Que o fosso entre ricos e pobres desapareceria na totalidade, tendo todos trabalho e as necessidades imperiosas satisfeitas para fazer face à sua vivência terrestre,
Em 2012.
Que a educação era generalizada e a medicina universal e nunca um negócio,
Em 2012.
Que amar não seria mais deturpado com actos como "namorar", "ficar" e quejandos, complementados com a camisinha sem mangas, causa de toda a promiscuidade miserável a que a "modernização" nos conduziu,
Em 2012.
Que o homem e a mulher, geneticamente diferentes, não queiram ser iguais por consequência, é contra-natura e, obviamente, aberrante,
Em 2012.
Que só seja possível sonhar e sempre se sonhe como precedência para a realização total,
Em 2012.
Que o homem e a mulher se amem de verdade, numa fusão de corpos sim mas de espíritos também, sem traições e mentiras e com todo o amor do mundo.
Em 2012
E sempre
António.Privado
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
A ELEIÇÃO DE CAVACO SILVA-
CRÓNICA DE LISBOA (37) – daqui, António Privado
O nosso Presidente da República não presta para nada. Ele nunca prestou e é o responsável máximo pela situação desgraçada em que o país se encontra.
Cavaco Silva, quando primeiro ministro, foi o (i)responsável pelos biliões gastos nas grandes obras de betão no país e a sua magnífica e exagerada rede de auto-estradas, nada mais. Permitiu que a agricultura e pesca acabassem e não incentivou a indústria moribunda, cujos resultados estão agora à vista de qualquer mortal. Nada fez ainda para que o Orçamento do Estado - a que chamou de “monstro” – parasse de crescer e emagrecesse.
Agora, como Presidente da República, embora com poderes muito limitados, ele poderia ter feito muito para que a situação do país não chegasse ao descalabro em que se encontra. Afinal ele é o responsável máximo da nação e, como professor de economia bem conhecedor da situação e evolução do país, deveria, há muito tempo, alertar as forças sociais e políticas e os portugueses em geral, que o país estava a encaminhar-se para o abismo. E deveria ter sido mais directo e enfático nos seus alertas, sem mêdo de desestabiliar ou ser acusado de intervir no governo. Ele ainda tem alguns poderes importantes para isso e a televisão e jornais poderiam ser meios importantes para as suas intervenções. Poderia e deveria ainda não ser tão colaboracionista com o governo, como tanto anunciou neste seu primeiro mandato presidencial, dado que sabia que as politicas seguidas pelo executivo eram erradas, perigosas e até mentirosas em muitos aspectos. O presidente nada fez de concreto, limitando-se a uma função de quase “rainha de Inglaterra”.
Cavaco Silva vem agora dizer que está triste pelo estado do país e que alertou atempadamente, em entrevistas nos média, para a situação em que o país incorria e que, os portugueses não se podem queixar da falta dos seus alertas. É mentira! Ele pouco tem falado ao país e poucas entrevistas tem dado e, quando isso acontece, é numa linguagem e tom que poucas pessoas entendem. Os portugueses podem e devem queixar-se sim, da sua falta de intervenção, clareza e objectividade na palavra. Se assim tivesse procedido as coisas teriam, certamente, corrido de modo diferente e o incompetente e mentiroso governo de José Sócrates não nos teria conduzido para este inferno dantesco em que nos encontramos e que vamos sofrer nos próximos anos, sem fim à vista.
Cavaco Silva vai recandidatar-se à presidência da República, em Janeiro. Não sei quem vai votar nele. Eu não de certeza, há anos que não voto.
Só uma Mulher Pêra, candidata a presidente, me convenceria a votar.
Adoro pêras…..maduras, mas só concorrem melancias e abóboras, podres.
António Privado
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